quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A HORA E A VEZ DOS LEIGOS

Recuperando a visão bíblica dos ministérios na igreja

         Autor: R. Paul Stevens
         Editora: ABU

Sinopse:
Paul Stevens mostra que a tarefa principal do pastor não é fazer, mas equipar. Ele argumenta que nem sempre o modelo do pastor assalariado, de tempo integral, é o melhor. A igreja precisa também de pastores que exerçam outra profissão.

A Hora e a vez dos Leigos é um livro cheio de ideias que desafiam os conceitos tradicionais:
• O melhor treinamento do pastor ocorre na igreja e não no seminário.
• Cada crente possui um ministério e tem a responsabilidade de exercê-lo.
• O pastor “fazedor de tendas” traz uma contribuição sem igual para a igreja quando trabalha em equipe.
• A liderança da igreja deve estar nas mãos de uma equipe pastoral formada por pessoas consagradas e experientes.

Aprenda com alguém que teve a coragem de recomeçar tudo aos 37 anos de idade: “Depois de 15 anos ensinando a Bíblia como pastor-mestre, fui ser aprendiz de carpinteiro... Mas, para mim, aquele mergulho no mundo dos leigos era a única maneira de ganhar base experiencial para um ministério mais amplo de preparação de líderes.”

SUMÁRIO
Apresentação
Prefácio
PARTE 1: PONTOS DE PARTIDA: EXPERIÊNCIA E BÍBLIA

1. Confissões de um leigo temporão
2. A abolição dos leigos: fundamentos bíblicos
PARTE 2: ESTRUTURAS PARA CAPACITAR LEIGOS

3. Uma pequena escola bíblica bem desestruturada e caótica
4. Como construir uma igreja em torno de um ponto de ônibus
PARTE 3: A TEOLOGIA DA CAPACITAÇÃO DOS LEIGOS

5. O trabalho como ministério
6. Capacitação para a missão: onde você está?
PARTE 4: ESTRATÉGIA PARA CAPACITAR LEIGOS

7. Seis maneiras de vencer a armadilha do ministério-solo
8. A defesa do pastor voluntário
9. A espiritualidade de um fazedor de tendas
PARTE 5: A CAPACITAÇÃO DO CAPACITADOR

10. A capacitação espiritual do capacitador
11. Um leigo verdadeiramente liberado
Notas

SOBRE O AUTOR:
Paul Stevens, autor de A hora e a vez dos leigos, A Espiritualidade na Prática, Os outros seis dias, Disciplinas para um coração faminto e Deus e o Mundo dos Negócios, entre outros. Paul Stevens é professor emérito de teologia aplicada no Regent College, em Vancouver, Canadá. É um dos líderes de Marineview Chapel, no Canadá, onde tem colocado em prática muitas ideias desenvolvidas nesta obra.


"O trabalho é uma vocação divina, um chamado. Como vocação, não é uma coisa que escolhemos como maneira de nos sentirmos realizados. Pelo contrário, o trabalho que não corresponde a uma vocação divina que inclua todos os aspectos de nossa vida – local de trabalho, família, igreja, vizinhança e sociedade – nos é prejudicial. Em última análise, a nós compete agradar a Deus no trabalho que fazemos diariamente". [R. Paul Stevens]

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A formação teológica e profissional do ministro bivocacionado

Romildo Ricardo Ramlow
12/12/2012

Falar de ministério bivocacionado é conciliar profissão e vocação. Isso implica formação acadêmica que qualifique a pessoa para exercer uma profissão, seja cursando uma graduação ou técnico, na modalidade presencial ou EaD (Educação a Distância). O mesmo vale para a formação teológica, diferenciando um aspecto: a formação teológica não é estritamente própria para quem decide atuar como ministro de tempo integral.
Com os avanços e a democratização da educação nos últimos anos, o acesso e a facilidade de cursar não somente uma, mas duas ou mais graduações e especializações é ilimitado. Mesmo para quem já está trabalhando, administrando o próprio negócio ou mesmo não teve oportunidade em outras épocas de estudar, pode iniciar uma faculdade e concluir uma (ou mais) graduação. Isso inclui formação profissional e vocacional, ou seja, você pode conciliar trabalho e vocação, bastando para isso cursar teologia sem precisar deixar seu atual trabalho e fonte de renda.

Buscando ampliar a visão sobre ministério bivocacionado, sugiro a leitura do livro Ministério: vocação ou profissão – o preparo ministerial ontem, hoje e amanhã. Neste livro, da Editora Hagnos, o autor Justo L. Gonzáles (clique aqui pra ler um trecho) explora e apresenta a preparação ministerial de outros tempos diante da crise e falta de vocações ao ministério e egressos em faculdades teológicas.

Gonzáles destaca que no contexto da igreja católica, o maior problema é a ‘falta de vocações’, mas que “o problema não está na falta de interesse nos estudos teológicos e ministeriais. Nesse caso, a questão é: enquanto o ministério laico e os estudos necessários para a sua preparação despertam entusiasmo, não existe interesse pelo ministério ordenado” (p. 05). Podemos perceber que Gonzáles destaca que o problema não é interesse pela formação teológica, mas pela ordenação, ou seja, exercer o ministério de tempo integral.
O que motiva a crise e o desinteresse pelo ministério de tempo integral? Justo L. Gonzáles (2012, p. 05,06) nos ajuda nessa questão:

Não cabe a mim oferecer soluções que não me foram solicitadas, mas ouso dizer que, se a igreja católica romana não encontrar solução para esse problema, dentro de algumas décadas os sacerdotes ordenados terão tempo apenas para rezar a missa, celebrar casamentos e outras tarefas semelhantes, deixando aos leigos as tarefas de dimensões mais pessoais do ministério pastoral. Esse fato, por sua vez, vai agravar a crise, já que existem claros indícios de que uma das causas da atual escassez de vocações sacerdotais é que as tarefas às quais muitos padres precisam dedicar boa parte de seu tempo estão muito distantes do trabalho pastoral propriamente dito. São tarefas administrativas e sacramentais que não despertam a imaginação nem o entusiasmo dos jovens que procuram uma profissão que lhes ofereça sentido à vida.

Se Gonzáles está destinando sua observação e análise a igreja católica, vale destacar que as igrejas protestantes não fogem muita a regra, pois a crise assola e perpassa denominação, tendo como característica não o interesse pela teologia, mas as condições vividas e tarefas desempenhadas pelo ministro de tempo integral. A crise é antes eclesiológica do que teológica.
           
            Gonzáles destaca que os sinais da crise entre os protestantes são outros. Ele diz que “com a exceção de algumas denominações, a crise não está na falta de quem ouça o chamado para o ministério em tempo integral. O problema se encontra na falta de conexão entre esse chamado e boa parte do que se oferece em termos de preparação para o ministério” (p.06). Ele ainda diz:

“Ouvimos na América Latina aquilo que também se escuta nos Estados Unidos - e muito mais na Europa: a denúncia de que os seminários e as escolas de teologia parecem não preparar adequadamente seus alunos para a prática ministerial, e que, muitas vezes, aqueles que não estudaram em seminários se tornam melhores pastores e pastoras do que os graduados por alguma instituição. Sem dar toda a razão para os que pensam dessa forma, devemos reconhecer que as denominações que mais crescem não são as mesmas que exigem estudos em seminário para o pastorado. Ainda que o crescimento numérico de uma igreja não deva ser a única medida de julgamento quanto à eficácia de seu ministério, o próprio fato de as igrejas que mais estudos exigem de seus pastores serem aparentemente as que menos crescem parece indicar uma lacuna entre o ensinado no seminário e o praticado na igreja. Tal constatação deveria servir de alarme para a educação teológica tradicional” (p.08).

            Seja em questões de atuação e eficiência ministerial, independente da crise de vocações e a péssima qualidade na formação teológica apontada por Gonzáles, é possível entender o seguinte: o ministério eficaz não tem nada a ver com ministros de tempo integral ou parcial. A própria formação teológica na igreja antiga é uma prova de que os líderes não frequentaram faculdades de teologia, mas tinham conhecimento e formação em outras áreas e era assim, pela sua capacidade (filosofia, retórica e oratória), designado ministro.

            Atualmente, com os avanços tecnológicos, novas alternativas para o preparo profissional e teológico estão disponíveis. Mesmo dispondo de mais e melhores recursos didáticos, como do excesso de informações (boas e ruins), a vocação e preparo para o ministério está ao alcance de (quase) todos. Quanto a crise da preparação ministerial, Gonzáles diz que esta “possui uma dimensão tal que não será resolvida com apenas alguns ajustes no currículo, ou novos métodos administrativos, mas será necessário examinar tudo o que fazemos com o objetivo de atingir mudanças bem mais radicais” (p. 10).

            Em resumo, a proposta de Gonzáles neste livro é “lançar um breve olhar no passado da preparação ministerial, para saber se há algo na história que serve de fundamento para nossa resposta aos desafios do presente. E além disso, mostrar que boa parte da realidade, tida por nós hoje como perfeitamente natural e até mesmo necessária à vida da igreja — por exemplo, os próprios seminários — nem sempre foi e que possivelmente existam outras maneiras de fazer tais coisas. Ou seja, o conhecimento do passado — ou melhor, dos passados — nos livra da escravidão do passado imediato, cuja continuação é muitas vezes apresentada como a única alternativa possível” (p. 10).

            Recomendo a leitura de Ministério: vocação ou profissão – o preparo ministerial ontem, hoje e amanhã, na esperança que o preparo e a prática ministerial carecem de alternativas e que existem outras maneiras de se alcançar os mesmos objetivos.

Movimento neopentecostal brasileiro

Ficha Técnica:
  • Título: Movimento neopentecostal brasileiro
  • Subtítulo: Um estudo de caso
  • Autor: David Allen Bledsoe
  • Páginas: 200
  • Categoria: Liderança 
  • Edição: 2012
  • Editora: Hagnos

  • Clique aqui é leia um trecho.
     
     
    Sinopse:
    Ao longo das últimas duas décadas o movimento neopentecostal brasileiro se espalhou notavelmente pelo país. As igrejas afiliadas ao movimento compõem o segmento evangélico que mais cresce. Alguns estimam que os adeptos representem mais de 42% da população pentecostal em geral. Além disso, elas têm diversificado de maneira significativa o cenário evangélico da nação.

    Neste livro, o autor mostra dados preliminares sobre o neopentecostalismo brasileiro e a Igreja Universal do Reino de Deus – IURD. O texto vai discorrendo sobre o desenvolvimento do pentecostalismo brasileiro, desde o seu início e até o atual movimento da terceira onda. Segue-se uma análise de aspectos da IURD: seu fundador e líder principal, controvérsias e críticas à denominação, organização eclesiástica, principal via de ministério, mensagem fundamental e expansão no Brasil e no exterior.

    Daí para frente, temos a exploração de fatores que facilitaram o crescimento da IURD e sua integração na sociedade brasileira. As áreas consideradas abrangem o ensino sobre a salvação, aspectos referentes à cosmovisão, dinâmica da comunhão, importância da contribuição financeira e sua interação social.

    Diante do conteúdo apresentado, líderes eclesiásticos poderão compreender melhor a complexidade, ensinamentos, estratégias e práticas da IURD e de igrejas congêneres, bem como seu impacto missiológico. O leitor também entenderá como a IURD se encaixa no movimento neopentecostal e a diferença entre ela e a Igreja evangélica histórica.

    Ministro que cresce, igreja cresce!

    Dennis Bickers
    Muitos anos atrás eu li um livro com o mesmo título deste post do blog que foi escrito por Reginald McDonough. A premissa do livro não é difícil de descobrir. Apenas os ministros que estão crescendo pode levar ajudar uma igreja a crescer. O que eu achei útil como um jovem pastor foi às quatro áreas do autor identificadas em que precisávamos crescer. Negligenciar qualquer uma dessas áreas fará com que o nosso crescimento pessoal se torne limitado, prejudicando nossa capacidade de levar nossas igrejas ao crescimento. Ele disse que o ministro precisava:

    1. Crescer em nossa auto-compreensão;
    2. Crescer em habilidades relacionais;
    3. Crescer em habilidades de liderança;
    4. Crescer a imagem e semelhança de Cristo.

    Um dos desafios que tive durante meu ministério estava em manter estas áreas em equilíbrio. Vou trabalhar em uma área por um tempo e depois perceber que eu estou deslizando em outro. Por exemplo, acho que é muito fácil querer concentrar no desenvolvimento de minhas habilidades de liderança, mas depois acordar um dia e perceber que minhas habilidades relacionais tornaram-se pobres. Normalmente, quando isso acontece, é por que me tornei tão focado em alcançar as tarefas que precisam ser feitas que eu ignore as pessoas ao meu redor. Eu começo a vê-los como um obstáculo para o meu ministério ao invés de ver que eles são o meu ministério! Nesse ponto eu tenho de arrepender-se e começar de reconstruir essas relações. Da mesma forma, haverá momentos em que eu realmente quero focar na tentativa de entender melhor a mim mesmo que o foco se volte somente a mim, em vez de estar voltado para Cristo. Você pode ver como facilmente qualquer uma destas áreas pode sair do equilíbrio e ter um impacto negativo em nossas vidas e ministério? É vital a importância de buscar continuamente maneiras de crescer em cada uma dessas áreas.

    No livro, McDonough escreve que "o crescimento pessoal significativo tem quatro características básicas: é intencional, direcional, dinâmico e relacional". Resumidamente, ele explica que o crescimento pessoal não é automático, mas é por opção. Cada um de nós deve decidir crescer como indivíduos, que não devemos apenas devemos reagir ao que a vida nos traz, mas temos que desenvolver um plano de crescimento pessoal e definir metas para o nosso crescimento. O crescimento é controlável e diante das várias fases de vida estaremos desta forma bem preparados para a próxima fase. É dinâmico, pois nunca termina. O sucesso no crescimento pessoal não é um destino, mas deve ser entendido como a própria forma de viver. Por fim, o crescimento é relacional. Ocorre no relacionamos com os outros e com Deus. Crescimento não vem quando nos isolamos um do outro, antes e tão somente, através de nossos relacionamentos com as várias pessoas que encontramos na vida.

    Crescimento é sempre um processo se estamos falando de crescimento pessoal ou o crescimento da igreja, mas é um processo intencional. O que você vai fazer em 2013 para crescer como pessoa, como cônjuge, como pai, como ministro? Se você é ministro bivocacional, como você vai crescer como um empregado ou empregador? O que você está fazendo agora que impede o seu crescimento pessoal e deveria pôr de lado? Que livros você pretende ler no ano que vem que vai ajudar no seu crescimento? Que novos relacionamentos você quer desenvolver? Que relações antigas que você precisa evitar? Em nosso mundo corrido e atarefado, como você vai desacelerar o suficiente para ser capaz de ouvir a voz mansa e suave de Deus falando com você?

    Há realmente uma correlação entre crescimento pessoal do ministro e igrejas em crescimento. Olhando para trás, para o meu pastorado, agora posso ver que foi durante os tempos em que eu estava crescendo, que a nossa igreja também cresceu, e quando eu estava crescendo pessoalmente, a minha igreja também crescia. Eu vejo a mesma coisa agora como um líder que trabalha com numerosas igrejas. Os benefícios de ter um plano de crescimento pessoal são enormes para você, sua família e seu ministério. Se você não tiver feito isso, comece agora a desenvolver tal plano para a sua vida em 2013.

    Traduzido e adaptado por Romildo Ricardo Ramlow.

    quarta-feira, 5 de setembro de 2012

    Igreja Irresistível

    Wayne Cordeiro

    Clique aqui e leia um trecho 


    Não importa se você é pastor, líder leigo ou se apenas frequenta a igreja, este livro contém princípios comprovados que, uma vez aplicados, transformam-se em ideias revolucionárias para levar a sua igreja ao próximo nível de eficácia”.
    (Bill Hybels, pastor sênior da Igreja Willow Creek)

    "O livro trata, na verdade, de tornar a igreja irresistível para o céu".
    (Wayne cordeiro)

    A igreja irresistível mostrará como a sua igreja pode ser usada por Deus de maneiras incríveis, apropriando-se dos 12 princípios práticos para ser uma igreja que o céu aplaude - incluindo maneiras de incentivar o amor pela comunidade, de desenvolver uma cultura de serviço, de transformar visitantes em frequentadores regulares e muito mais.

    O foco, diz o autor, não está nos programas, mas em ser uma igreja que Deus não pode deixar de abençoar. Quando uma igreja assim tem fome da presença de Deus, promove relacionamentos saudáveis e conecta todos os recursos a sua disposição para a missão de salvar o perdido e fazer o cristão crescer, então ela se torna vibrante e irresistível para Deus - e para as pessoas.

    Não importa o tamanho do orçamento ou da congregação, qualquer igreja pode desenvolver as características apresentadas neste livro e tornar-se irresistível!

    Wayne Cordeiro é fundador e pastor sênior da New Hope Christian Fellowship em Honolulu, Havaí. Escritor, compositor e conferencista, entre seus livros estão Andando com o tanque vazio?, Mentores segundo o coração de Deus e Faça de sua igreja uma grande equipe. Implantar igrejas é o que move seu coração, por isso Wayne ajudou a implantar mais de 100 igrejas na costa do Pacífico. Ele e a esposa, Anna, vivem em Honolulu e têm três filhos adultos.

    sexta-feira, 11 de maio de 2012

    Grandes Igrejas, Pequenos Líderes


    
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    Este livro é dedicado aos milhares de pastores “des­conhecidos” que dedicam a vida com abnegação, esforço e às vezes falta de reconhecimento, porque amam as ovelhas que Cristo lhes confiou. De outro lado, quase sempre desenvolvem seu ministério sem ferramentas ou recursos apropriados, mas conseguem, pelo próprio esfor­ço e, acima de tudo, pela graça de Deus, construir “grandes igrejas”, não em número de membros, mas em espiritualidade, simplicidade e amor a Cristo.
    Não menos importante, este livro é dedicado aos milhões de “líderes pastorais” que Deus levantou nos últimos anos. São líderes de pequenos grupos, células, grupos familiares ou líderes que ministram à vida de crianças, adolescentes, jovens ou casais. Tais líderes não aparecem, não estão na capa das revistas gospel, nem nos programas de televisão, mas constroem todos os dias uma igreja forte e grande, basica­mente obedecendo à ordem de Jesus de fazer discípulos e ensinar a eles todas as coisas.

    Este livro visa encorajar aos lideres – servos a continuarem servindo. Desafiá-los a conti­nuarem sendo “pequenos líderes”, por mais que cresçam, e contribuir para que sua visão seja a de construir “grandes igrejas”, não apenas em ta­manho, mas em espiritualidade, discipulado, transparência e semelhança à Cristo.

    "Ouve-se muito dizer que o bom líder é aquele que serve. Mas, onde podemos receber ensinamentos e detalhes de como servir? O autor, começando com Jesus, detalha o significado, características e atitudes, de um líder-servo para que ele seja, aja e treine outros para que também o sejam. O livro é rico de textos bíblicos, com um toque de abençoada devoção. Você será enriquecido lendo e estudando este livro."
    Ary Velloso
    Fundador da Igreja Batista do Morumbi – SP e da Igreja Batista do Catuaí – Londrina- PR

    "Recomendo este livro porque concordo, inteiramente, com o pastor Josué Campanhã, pois os líderes que têm coração de servo, além de cumprirem a exigência de Jesus, nosso líder-mestre, terão melhores chances de ser bem sucedidos."
    Russell Shedd, Ph.D
    Missionário da Missão Batista Conservadora no Sul do Brasil

    "A figura do líder carismático, multitalentoso (com mais de “cinco talentos”) e centralizador, muitas vezes, e em muitos lugares, impede que a igreja seja o corpo de Cristo. Grandes igrejas, pequenos líderes, é um livro bem pesquisado, fundamentado nas Escrituras, com uma forte ênfase sobre o ministério de Jesus Cristo. É prático e aplicável, nos relembra a força, a importância e o alto impacto do sacerdócio universal de todos os crentes. Recomendo este livro com alegria."
    Jeremias Pereira
    Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte-MG

    "Da servitude de Jesus, no “lava-pés”, ao arrojado investimento do conde Zinzendorf, na preparação e envio dos membros morávios, Josué Campanhã, neste precioso livro, resgata o conceito de liderança servil e relacional aplicado à gente comum, que, fora dos holofotes, dos títulos e dos púlpitos, exerce a função pastoral sob a unção, a graça e o poder do Espírito Santo de Deus."
    Armando Bispo
    Igreja Batista Central de Fortaleza - CE

    quarta-feira, 4 de abril de 2012

    Limites e possibilidades para o ministério bivocacionado


    MÉTODO E MODELO MINISTERIAL

    BICKERS, Dênnis W. Pastor e Profissional: A alegria do ministério bivocacionado. Rio de Janeiro: Textus, 2001.



    Existe uma verdade nessa frase: “Se você faz sempre as mesmas coisas, obterá sempre os mesmos resultados”. Também podemos saber que se fazemos sempre as coisas da mesma forma, nunca faremos nada diferente. É possível fazermos a coisa certa de forma diferente, isso por que, o estilo de vida das pessoas hoje é diferente do que a época de nossos avós. A própria tecnologia está mais avançada, sofisticou. Ontem o cavalo era um meio de transporte interessante e indispensável, hoje, ainda pode ser, mas todos irão concordar que o carro é mais prático e eficiente. Ambos são uteis, de acordo com sua finalidade.
                Quando o assunto é ministério eclesiástico, o princípio é o mesmo. Existem muitas formas de desenvolver o ministério. Cada época e cultura exigem formas próprias para sua realização. Cabe a nós buscar compreender a os princípios e contextualizado de acordo com a época. Não é uma questão de inventar algo novo, mas de fazer algo de forma diferente. Vamos destacar algumas possibilidades de ministério eclesiástico para o século XXI.
    Primeiramente, antes de estabelecermos os limites e as possibilidades para o ministério bivicacionado, vamos a definição o conceito: “O ministro bivocacionado é aquele que tem um trabalho secular e uma posição de ministro remunerado, ou não, na igreja. É também conhecido por fazedor de tendas, sendo o exemplo bíblico o apóstolo Paulo, que se sustentou financeiramente fabricando tendas” (p. 10).
    A primeira possibilidade e relevância do ministro bivocionado para as igrejas está no fato de que muitas denominações (igrejas locais) são restritas quanto a recursos financeiros, não podendo dispor de um pastor de tempo integral. Também junto a isso, o próprio tamanho da igreja, sendo por sua vez, pequeno em número de membresia, muitas destas sofrem com mudanças freqüentes na liderança pastoral, daí, o ministro bivocacionado, além de ajudar na situação financeira de uma pequena igreja, também oferece estabilidade da qual necessita para alcançar seu potencial. Somado a isto, o ministro bivocacionado tem maiores condições do que aquele de tempo integra, pois poderá permanecer mais tempo numa mesma igreja, permitindo desenvolver maior confiança entre os membros e o ministro, o que gera efetividade ministerial.
    Frente ao problema do ministério pastoral de curta duração, o ministro bivocacionado pode ficar mais tempo, pois não enfrenta as mesmas pressões financeiras que os ministros de tempo integral, sendo que alguns bivocacionados dão mais a igreja em forma de dízimo e ofertas do que recebem.
    Outra grande possibilidade para o ministério bivocacionado está nas frentes de missão transcultural, onde que a força-tarefa missionária precisa de homens e mulheres com um trabalho cristão de dupla vocação (profissional e ministerial) para transpor barreiras de resistência religiosa que se apresenta frente a importante estratégia de evangelização mundial.
     Também frente a grande carência de pastores e missionários em muitas regiões e de algumas denominações, o ministro bivocacionado dispõe de melhor perfil junto a estes contextos. Também o ministério bivocacionado se faz útil junto às muitas iniciativas missionárias, formação de novas comunidades, pois estes por sua vez exigem liderança e cuidado pastoral, mas que não tem recursos suficientes para proporcionar um ministério de tempo integral. Os próprios ministros (pastores e missionários) bivocacionados podem desempenhar um importante papel na implantação de novas comunidades.
    Como muitas igrejas necessitam de ajuda para esticar as finanças escassas (novas igrejas ou igrejas rurais e tradicionais), podendo o ministro bivocacionado vir a possibilitar as condições de desenvolvimento ou mesmo ajudar algumas igrejas a se manterem vivas o tempo suficiente para uma transição ou aprender a caminhar por si mesma.
    Sabendo que muitos seminaristas, e até mesmo pastores atuantes estão planejando se especializar em ministérios específicos como: aconselhamento, capelania, professores universitários e outros campos não relacionados à liderança de igrejas locais, abrem-se portas para o ministério bivocacionado, pois não haverá um grande número de ministros formados para os campos de atividade ministerial (de tempo integral), sendo que as igrejas menores terão grandes dificuldades para contratar – e manter – um pastor ou missionário com formação acadêmica, de tempo e salário integral, ao contrário, dispondo de um ministro bivocacionado, este se torna uma boa possibilidade para atuação junto a essas carências.
    Frente a grandes mudanças e o grande número de novas e pequenas igrejas, os ministros bivocacionados proporcionam estabilidade que essas igrejas necessitam, por que podem permanecer no mesmo local por períodos mais longo de tempo.
     Por último, mas não menos importante, conforme Dennis Bickers destaca no capítulo oito e nove algumas possibilidades para o ministro bivocacionado quanto à vocação ministerial e para a igreja que dispõe deste ministério, são:

    Quanto à vocação para o ministério bivocacionado: (1) o chamado por Deus para ocupar esta posição; (2) a certeza de estar suprindo uma necessidade; (3) o apoio da família; (4) dispor dos dons necessários para a tarefa na qual foi incumbido; (5) uma boa relação com os membros que o encaram de igual para igual devido ao segundo emprego; (6) experiências pessoais e profissionais; (7) conhecimento da comunidade; e (8) relacionamento com pessoas não-cristãs.
    Quanto aos benefícios e possibilidades para a igreja que dispõe de um ministério bivocacionado: (1) mais recursos para o ministério; (2) ministério pastoral mais longo; (3) esperam-se mais dos leigos; (4) a possibilidade de se contar com outros líderes; e (5) um ministro que se identifica mais facilmente com os membros.

    Quanto aos limites deste ministério, Dennis Bickers destaca que existem poucos recursos para o ministro bivocacionado, entre estes: livros sobre ministério pastoral direcionado para pequenas denominações e o próprio ministério bivocacionado. Outro fator são os questionamentos que surgem quanto ao ‘sucesso expresso nos números’, pois tendo o ministro bivocacionado um emprego paralelo, sendo na maioria das vezes ministro de uma igreja pequena, este por sua vez fica limitado a grandes empreendimentos e programas especiais variados, poucos batismos acontecem, dificuldades quanto a visitas e formação acadêmica em teologia.
     Também pode existir pouco apoio ao seu ministério, pois o ministério em si é um lugar solitário, sendo que muitas reuniões, cursos de treinamentos, seminários são realizados em horário comercial, justamente quando o postor bivocacionado está no seu trabalho. 
    Outro fator que limita o ministro bivocacionado é a tarefa árdua de harmonizar as dinâmicas do trabalho semanal junto às exigências do ministério pastoral (igreja), sua família, lazer e o tempo para o preparo da pregação e estudos adicionais. Frente a todas essas exigências, fazem-se necessário ter equilíbrio nas expectativas que se tem ao ministério, a igreja e a família. 
    Também como limites, podemos destacar alguns problemas que o ministério bivocacionado traz, assim como outros tipos de ministério, mas que estes sendo únicos no que diz respeito ao bivocacionado.
    Primeiramente, pelo fato do ministro bivocacionado dispor de um segundo emprego, o qual exige demandas do ministério, da família e necessidades pessoais, este fica limitado a algumas atividades e exigências do ministério.
    Segundo, o problema de começar a duvidar do seu chamado para o ministério ou questionar a sua validade, se agravando quando outros começam a expressar as mesmas dúvidas.
    Outro problema é a inveja por parte de outros ministros de tempo integral, tendo geralmente a ver com a situação financeira do pastor que tem um segundo emprego, pois estes têm muitas vezes as condições de gozar de um padrão de vida mais elevado do que muitos pastores de salário integral.
    Quarto, um ministro bivocacionado terá dificuldades de mudar de igreja, se não tiver a opção trabalhista para se mudar para outra cidade, pois a mudança entra em conflito com seu segundo emprego e as igrejas da área. A restrição do tempo também se torna obstáculo para muitos ministros bivocacionados, pois conciliar as horas gasta no trabalho com as atividades ministeriais da igreja não é tarefa fácil, exigindo muita disciplina e equilíbrio.
    Também podemos destacar a própria falta de conscientizarão quanto a importância deste ministério, pois muitas igrejas poderiam dispor da possibilidade de criar campos ministeriais bivocacionados, frente às vantagens que este oferece, assim como a própria má compreensão deste ministério por parte dos membros também inibe novas e possíveis vocações bivocacionais. Também os pastores e missionários de tempo integral não dão ênfase neste ministério, pois muitos têm medo, não sabendo separar as diferenças, atribuições e contratos estabelecidos entre ambos os ministérios, entendem somente como concorrência, infelizmente, sendo que estes poderiam dispor do trabalho de equipe, potencializando os trabalhos ministeriais. 
    E por último, a falta de crescimento da maioria das igrejas é um limitador para o ministério bivocacionado, pois por serem geralmente pequenas e a sociedade recompensar e valorizar o trabalho com base no crescimento numérico, na qual na cultura eclesiástica não é diferente, estes ministros podem ser pressionados a apresentar resultados com base, infelizmente, nos ministérios de tempo integral e as igrejas de grandes centros compostas por equipes de pastores.
     No capítulo nove, Bikers destaca outros três problemas ou desvantagens de uma igreja ter um ministro bivicacionado: (1) falta de disponibilidade imediata; (2) vínculos denominacionais enfraquecidos; e (3) a igreja ter somente um pregador, e não um ministro (pastor ou missionário de tempo integral).
    Destacamos pontos positivos e negativos relacionado ao ministério bivocacionado, segundo destaca Dennis Bickers. Como cada situação exige uma postura ou metodologia, lembramos que não estamos defendo o ministério bivocacionado como o “único modelo”, as uma alternativa válida e eficiente, tão quanto ao ministério de tempo integral, sendo que ambos os modelos tem seus fatores positivos e negativos, precisando sempre de análise e adequação para cada contexto e situação.